As exportações em Petrolina e suas vantagens competitivas

No quesito produções de frutas, o Brasil vem ganhando destaque nesses últimos anos no mercado mundial. Em 2014, foi o terceiro maior produtor no nível mundial, 37,9 milhões de toneladas, ficando atrás apenas da China, e da Índia. Os bons resultados na produção agrícola impulsionaram o país, isso é fato, e acabou levando o agronegócio brasileiro para um outro patamar na economia mundial.

A abertura na década de 90 ajudou a expandir a exportação de frutas, obtendo um crescimento de 62% na receita mundial, e abriu novos mercados aos consumidores como, por exemplo, a agilidade na distribuição dos produtos, além de preços competitivos que impulsionaram as transações internacionais. A integração do Brasil no comercio internacional vem mostrando que uma das regiões com mais desempenho na produção de frutas se encontra no Nordeste, incluindo o município do sertão dos estados da Bahia e de Pernambuco, ou seja, o vale de São Francisco. É considerado uma das melhores regiões para a produção de frutas, primordiais para a economia dos estados. Aproximadamente 90% das produções é exportada para o mercado internacional. A qualidade dos alimentos é realmente o grande diferencial do Vale do São Francisco, certificado pelos consumidores de diversos países.

Apesar da região apresentar algumas restrições hídricas e de solo de semiárido, o Vale do São Francisco cultiva uva e manga durante todo o ano. O fato das produções não pararem é por causa do processo histórico de política pública que se foca no desenvolvimento da região implementando diversos perímetros irrigados e promoveu outros estímulos como o acesso ao crédito e financiamento para o setor agropecuário.

A região respondeu em 2015 por 3,14% do valor de produção nacional de frutas de acordo com (BNB, 2017). A fruticultura é o setor mais importante do agronegócio brasileiro pela crescente e participação no comércio exterior e pelo abastecimento do mercado interno. Apesar do setor apresentar uma elevada rentabilidade e uma demanda de mão de obra expressiva, assumindo uma alternativa fundamental para a evolução dos produtos agrícolas na pauta de exportação do dito país, o setor fruticultura se trata de uma amostra estratégica em termos de desenvolvimento econômico e social.

O RCAV mostrou que tanto a manga quanto a uva do Vale do São Francisco apresentaram vantagem comparativa revelada quando em comparação com o Brasil – portanto, as frutas produzidas no Vale são bastante competitivas no mercado interno. A uva se destacou uma boa aceitação no mercado, reflexo de investimentos em novas variedades. Acredita-se que isso esteja relacionado também ao aumento da renda do consumidor brasileiro nos últimos anos. No primeiro e no segundo subperíodos, a competitividade foi o efeito tido como principal responsável pelo crescimento das exportações tanto da manga quanto da uva do Vale do Submédio do São Francisco. Isso é perfeitamente justificável quando se analisam a adequação da produção de frutas da região às exigências do mercado externo – como a certificação e o maior controle do processo produtivo.

As exportações das frutas no mercado internacional tiveram um impacto positivo na produção brasileira gerando renda, emprego e divisa para o país. O Vale de São Francisco sendo o maior polo de exportação de fruta tais que: manga e uva se responsabilizam por mais 84% das exportações de manga e 99% de uva segundo (MDIC,2014). O maior polo produtor de manga e uva se destaca pelo favorecimento às condições climáticas, disponibilidade extensa de uma área fértil e sua localização geográfica favorecida pela proximidade de portos que interliga os maiores importadores da produção de frutas.

A evolução de produção e o aumento de áreas de cultivo incentivam Embrapa a investir no uso de tecnologia para elevar os índices de produtividade. Sabendo dos principais produtos produzidos pelo setor da fruticultura e a inserção do livre comércio, exige a especialização nos produtos que apresentam um ganho no comércio mundial a base de vantagem comparativa.

 

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Sobre Alexandre Fajardo

Empresário, bacharel em Direito, Administração de Empresas e Marketing, com diversos cursos no Brasil e no exterior, todos relacionados à Logística Internacional. Alexandre Fajardo iniciou sua carreira no ano de 1987 na cidade de Santos como office boy. Hoje, possui escritórios próprios no Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Colômbia e Peru, expandindo para outros países.

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